O íntimo do ser transborda a vida, na reclusão.
Imergimos nos nossos egos e na autoanálise
Para emergimos de nossos padrões, para novas buscas.
Essa cruzada íntima engendra a LIBERTAÇÃO!
Quem somos e qual será nossa próxima viagem
O íntimo do ser transborda a vida, na reclusão.
Imergimos nos nossos egos e na autoanálise
Para emergimos de nossos padrões, para novas buscas.
Essa cruzada íntima engendra a LIBERTAÇÃO!
Meu pequenino ser almeja a grandeza do SER.
Minha pequenez vislumbra a ascensão de meu ser ao SER.
A ascensão é lenta, dificultosa, solitária e amarga. Mas, também é contínua, clara, peremptória e infinita.
O SER nos constitui e permite ao nosso ser evoluir junto com o SUPREMO.
A evolução é INFINITA e ratificada na simplicidade do SER em nosso ser.
Devemos silenciar o ser para não enlouquecer e esquecer de nós.
Devemos silenciar para não enlouquecer os outros.
Devemos silenciar o ego para não ver a tênue linha entre ser e não ser.
Devemos SILENCIAR a angústia do silêncio.
Devemos SILENCIAR o medo da solidão.
Devemos nos SILENCIAR para sobreviver ao autoritarismo.
Devemos SILENCIAR para ouvir o silêncio que silencia a depressão.
Silenciar para sobreviver, enquanto não podemos ser o SER.
A RECLUSÃO permite a INCLUSÃO e a EXCLUSÃO do VIVER.
A RECLUSÃO incita a INCLUSÃO do espírito para com a alma.
A RECLUSÃO insta a EXCLUSÃO do ego do nosso eu material e emocional.
A RECLUSÃO torna o convívio consigo, em muitos casos, dissonante e assustador.
A RECLUSÃO é o único caminho para a EXCLUSÃO da dor e a INCLUSÃO do AMOR PRÓPRIO E ALTRUÍSTA.
A RECLUSÃO permite a sua INCLUSÃO ao TODO DIVINO.
Há dias em que a vida torna-se difícil de ser vivida, e apenas sobrevivemos.
Angústias e solidões invadem a vida.
Incertezas e frustrações tornam-se o tempero indigesto da vida.
E a consequência nefasta é o vazio regado de desesperança!
Todavia, essas fases são realidades, assim como os devaneios de felicidade.
A felicidade deve ser imperativa, e não hormonal, pois assim deixará de ser um devaneio.
A felicidade deve ser Divina, e não material.
Nesses momentos de tristezas e dúvidas, por mais dolorosos que sejam, precisamos ouvir nossas dores. Ouvir nossos prantos vazios e sufocantes.
Ouvir a serenidade adentrando no espírito, junto com as lágrimas do alívio existencial.
A serenidade acompanha a tristeza, para assim transmutá-la em retidão.
E a retidão, mesmo na obscuridade, nos guia para a Luz Divina!
Precisamos apenas de tempo, para ouvir os prantos e hidratar a alma.
E a vida, em todas as esferas, surge e se mantém com a hidratação.
Sejamos francos com nossos medos e angústias.
Sejamos bons com nossos demônios e idiossincrasias.
Sejamos plenos em nossos defeitos.
Sejamos nós em nossos seres e viveres.
Sejamos cônscios de nossas amarguras e alegrias, mesmo que vinculadas em hormônios.
Sejamos cientes que a vida ainda não começou e para estarmos prontos para a VIDA, precisamos estar conscientes de nossas imperfeições e erros.
Eu sou ínfimo perante o SER!
Sou um nada, retumbante no TODO do SER!
Nossos seres, quando existem, nos afastam de nosso SER!
Nosso existir, nos âmbitos da melancolia, da soberba e da ignorância, anulam o SER, ao ponto do TUDO torna-se INFINITAMENTE DISTANTE!
Meu ser, ao se perder de si, inicia a caminhada ao SER!
Na perda, passamos a ser e existir, e, assim, nos unimos ao SER!
O caminho verdadeiro para a paz de ser é ser, existir e coexistir com o SER!
Se sou, matéria, energia e espírito, assim sou porque ELE existe.
Se sou um nada, assim sou porque o TODO me completa, mesmo no meu vazio interno.
Se sou um ser em luta ascensional, assim sou porque tenho o CRISTO como início, meio e fim.
O meu fim gerará o meu início.
Ser é uma tarefa hercúlea e estranha.
Atomicamente, somos átomos que não se tocam.
Geneticamente, somos fitas duplas de DNA.
Fisiologicamente, somos células, músculos, hormônios, sangue e bactérias. Sim, somos mais bactérias que células.
Mentalmente, somos sinapses e neurotransmissores.
Espiritualmente, para a maioria, nada somos; somos seres nulos e fadados à inexistência, após a morte física.
Cosmologicamente, somos uma concentração de poeira cósmica!
Ser pode ser um vazio, mormente para os cheios de desejos.
Então, se nada somos, por que precisamos e queremos COEXISTIR?
Acredito que a coexistência transforma a vivência mais palatável, haja vista que nos embriagamos com o outro e esquecemos de nossos vazios.
Na COEXISTÊNCIA podemos nos resumir em três simples experiências:
Será que, então, somos apenas máquinas biológicas reprodutivas?
Como sabemos que SOMOS?
Ou apenas pensamos que SOMOS?
SOMOS TUDO o que foi exposto e a COEXISTÊNCIA alerta-nos de que podemos ser apenas a propagação biológica da VIDA. Mas, a VIDA do SER é MUITO MAIS que isto!
O SER deve nos levar a COEXISTIR com as várias essências externas, internas e cósmicas. E, só assim, SEREMOS MAIS QUE NÓS MESMOS.
Escrevemos para viver; para transbordar; para vivenciar nossos vários EUS; para expor nossos demônios e silenciá-los.
Escrevemos para sintetizar as nossas angústias e dinamitar o EGO.
Escrevemos para consubstanciar as várias facetas da personalidade e fragilizar o temível EGO.
Escrevemos, pois, somos seres oriundos da mente, apesar de nossos músculos e caninos.
Escrevemos para atingir a maturidade espiritual e o discernimento transcendental, inerentes às nossas almas e espíritos, fugidios da matéria e da carne.
Escrevemos para compreender o Divino em nós e para unificar a Deidade em nós.
Escrevemos para abrandar as angústias de nossas existências e de nossas idiossincrasias.
Escrevemos para o sustento material, físico, mental e espiritual.
Escrevemos para nos centrar e nos distanciar de nós.
Escrevemos para a posteridade e para a Infinitude.
Escrevemos para fazer da lembrança um norte em nossas vidas.
Escrevemos para viver e para morrer.