A GRANDEZA DO PEQUENINO SER

Meu pequenino ser almeja a grandeza do SER.

Minha pequenez vislumbra a ascensão de meu ser ao SER.

A ascensão é lenta, dificultosa, solitária e amarga. Mas, também é contínua, clara, peremptória e infinita.

O SER nos constitui e permite ao nosso ser evoluir junto com o SUPREMO.

A evolução é INFINITA e ratificada na simplicidade do SER em nosso ser.

SILENCIAR O SER

Devemos silenciar o ser para não enlouquecer e esquecer de nós.

Devemos silenciar para não enlouquecer os outros.

Devemos silenciar o ego para não ver a tênue linha entre ser e não ser.

Devemos SILENCIAR a angústia do silêncio.

Devemos SILENCIAR o medo da solidão.

Devemos nos SILENCIAR para sobreviver ao autoritarismo.

Devemos SILENCIAR para ouvir o silêncio que silencia a depressão.

Silenciar para sobreviver, enquanto não podemos ser o SER.

Quando o VIVER usa a RECLUSÃO

 A RECLUSÃO permite a INCLUSÃO e a EXCLUSÃO do VIVER.

A RECLUSÃO incita a INCLUSÃO do espírito para com a alma.

A RECLUSÃO insta a EXCLUSÃO do ego do nosso eu material e emocional.

A RECLUSÃO torna o convívio consigo, em muitos casos, dissonante e  assustador.

A RECLUSÃO é o único caminho para a EXCLUSÃO da dor e a INCLUSÃO do AMOR PRÓPRIO E ALTRUÍSTA.

A RECLUSÃO permite a sua INCLUSÃO ao TODO DIVINO.

A difícil arte de Viver

Há dias em que a vida torna-se difícil de ser vivida, e apenas sobrevivemos.

Angústias e solidões invadem a vida.

Incertezas e frustrações tornam-se o tempero indigesto da vida.

E a consequência nefasta é o vazio regado de desesperança!

Todavia, essas fases são realidades, assim como os devaneios de felicidade.

A felicidade deve ser imperativa, e não hormonal, pois assim deixará de ser um devaneio.

A felicidade deve ser Divina, e não material.

Nesses momentos de tristezas e dúvidas, por mais dolorosos que sejam, precisamos ouvir nossas dores. Ouvir nossos prantos vazios e sufocantes.

Ouvir a serenidade adentrando no espírito, junto com as lágrimas do alívio existencial.

A serenidade acompanha a tristeza, para assim transmutá-la em retidão.

E a retidão, mesmo na obscuridade, nos guia para a Luz Divina!

Precisamos apenas de tempo, para ouvir os prantos e hidratar a alma.

E a vida, em todas as esferas, surge e se mantém com a hidratação.

A VIDA

Sejamos francos com nossos medos e angústias.

Sejamos bons com nossos demônios e idiossincrasias.

Sejamos plenos em nossos defeitos.

Sejamos nós em nossos seres e viveres.

Sejamos cônscios de nossas amarguras e alegrias, mesmo que vinculadas em hormônios.

Sejamos cientes que a vida ainda não começou e para estarmos prontos para a VIDA, precisamos estar conscientes de nossas imperfeições e erros.

O ser e o SER

Eu sou ínfimo perante o SER!

Sou um nada, retumbante no TODO do SER!

Nossos seres, quando existem, nos afastam de nosso SER!

Nosso existir, nos âmbitos da melancolia, da soberba e da ignorância, anulam o SER, ao ponto do TUDO torna-se INFINITAMENTE DISTANTE!

Meu ser, ao se perder de si, inicia a caminhada ao SER!

Na perda, passamos a ser e existir, e, assim, nos unimos ao SER!

O caminho verdadeiro para a paz de ser é ser, existir e coexistir com o SER!

SER

Ser é uma tarefa hercúlea e estranha.

Atomicamente, somos átomos que não se tocam.

Geneticamente, somos fitas duplas de DNA.

Fisiologicamente, somos células, músculos, hormônios, sangue e bactérias. Sim, somos mais bactérias que células.

Mentalmente, somos sinapses e neurotransmissores.

Espiritualmente, para a maioria, nada somos; somos seres nulos e fadados à inexistência, após a morte física.

Cosmologicamente, somos uma concentração de poeira cósmica!

Ser pode ser um vazio, mormente para os cheios de desejos.

Então, se nada somos, por que precisamos e queremos COEXISTIR?

Acredito que a coexistência transforma a vivência mais palatável, haja vista que nos embriagamos com o outro e esquecemos de nossos vazios.

Na COEXISTÊNCIA podemos nos resumir em três simples experiências:

  1. Autossatisfação,
  2. Autoperpetuação e
  3. Automanutenção

Será que, então, somos apenas máquinas biológicas reprodutivas?

Como sabemos que SOMOS?

Ou apenas pensamos que SOMOS?

SOMOS TUDO o que foi exposto e a COEXISTÊNCIA alerta-nos de que podemos ser apenas a propagação biológica da VIDA. Mas, a VIDA do SER é MUITO MAIS que isto!

O SER deve nos levar a COEXISTIR com as várias essências externas, internas e cósmicas. E, só assim, SEREMOS MAIS QUE NÓS MESMOS.

ESCREVER PARA VIVER

Escrevemos para viver; para transbordar; para vivenciar nossos vários EUS; para expor nossos demônios e silenciá-los.

Escrevemos para sintetizar as nossas angústias e dinamitar o EGO.

Escrevemos para consubstanciar as várias facetas da personalidade e fragilizar o temível EGO.

Escrevemos, pois, somos seres oriundos da mente, apesar de nossos músculos e caninos.

Escrevemos para atingir a maturidade espiritual e o discernimento transcendental, inerentes às nossas almas e espíritos, fugidios da matéria e da carne.

Escrevemos para compreender o Divino em nós e para unificar a Deidade em nós.

Escrevemos para abrandar as angústias de nossas existências e de nossas idiossincrasias.

Escrevemos para o sustento material, físico, mental e espiritual.

Escrevemos para nos centrar e nos distanciar de nós.

Escrevemos para a posteridade e para a Infinitude.

Escrevemos para fazer da lembrança um norte em nossas vidas.

Escrevemos para viver e para morrer.

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