EU E O UM!

“Eu sou um,
Em união eterna à minha família, intensificada pela identidade
única de cada.
Eu sou muitos,
Gerando a mim mesma ao constituir minha família.
Eu sou parte desta geração única e sublime.
Eu sou parte viva de outras vidas que tanto me ensinam.
Eu sou membro vivo de minha origem paternal e maternal.
Eu sou a continuidade viva de minha madrinha.
Eu sou a força luminosa de meu padrinho.
Eu sou a procura fraternal a Deus.
Eu sou a minha família.
Eu sou a família de muitos.
Muitos são a minha família.
Minha família sou eu”.

OLHAR EXTERNO

Na linha do tempo, fui definida várias vezes.

Eis alguns poucos adjetivos, dentre vários: lambisgoia; cobra; boazinha; rejeitada; apalermada; maligna; mentirosa; egoísta; burguesa; mimada; madame; ipê amarelo; lenta; teimosa; esquisita; maniqueísta.

Visões corretas?

Não é necessário saber.

Sabe-se, sobretudo, que são visões externas do meu interno. Ou internas do meu externo.

E as visões são essenciais ao escrutínio de sua moral, de sua alma e de seu espírito.

As visões só ocorrem quando há luz, e essa luz deve ser suficiente e eficiente para iluminar o externo e o interno pois, só assim, a interpretação não será ambígua e capciosa.

Visões sob luzes fracas podem parecer mais palatáveis e terrivelmente manipuladoras. Contudo, as visões sob várias matizes são assustadoras, a príncipio, mas, nos libertam. Nos desnudam. Nos escancaram. Nos estapeiam. Nos esmagam. Nos dilaceram. Nos invadem. Porém, não nos definem!

Situações extremas, que são visualizadas em adjetivos negativos, como os expostos acima, são ações de defesa contra tentativas de destruição de nossa integridade mental, física, emocional e espiritual. São ações, de toda e qualquer mulher, na luta pela liberdade, altivez, felicidade e paz.

E, infelizmente, essas visões negativas (permitidas) ainda são as únicas armas eficientes na manutenção da vida das mulheres.

Visões direcionadas de nós, nos mantêm na direção que escolhemos, e não nas que escolhem para nós.

COMO SEGUIR ADIANTE?

Como seguir adiante,

Se não temos mais a nossa retaguarda?

Como seguir adiante,

Se o anterior se foi e o ulterior ainda não é?

Como seguir adiante,

Se uma parte de nós se desfez nas linhas do tempo?

Como seguir adiante,

Sem os olhos postados sobre as nossas costas?

Como seguir à frente,

Sem o amparo dos ausentes?

Como seguir adiante,

Se o passado insiste em ser presente?

Como seguir à frente,

Sem saber como?

Talvez, paradoxalmente, sigamos

Ao escolher ficarmos em nós, para nós e conosco.

Parar,

Para seguir!!

A FELICIDADE DE SER IMPERFEITA

Podemos ser felizes e imperfeitas!

Ganhamos LIBERDADE e PAZ DE ESPÍRITO ao reconhecer nossos limites e idiossincrasias.

Perdemos nossas almas na necessidade de mostrar perfeição e, ganhamos apenas uma trilha certa à ansiedade. E a ansiedade é fatal.

Saibam que a felicidade é adquirida ao encarar nossos erros e perdas.

A imperfeição de nosso ser alcança matizes capazes de iluminar o famigerado caminho divino, e individual, para a excelsa perfeição. Todavia, saibam que essa perfeição não se enquadra nos ditames terrenos e materiais; ao contrário, haja vista que pseudo perfeições materiais nos afastam do equilíbrio espiritual.

Confesso que vinha sofrendo ao mostrar ao mundo uma pseudo perfeição que erroneamente pensava ter ou ser.

Não sou perfeita.

Erro e errarei muito.

Acerto pouquíssimas vezes.

Mas, hoje posso asseverar que os meus ERROS finalmente me liberaram da escravidão de ser pseudo perfeita. Hoje sou livre (até onde é possível), imperfeita, feliz e não almejo ser referência a ninguém.

Hoje sou apenas um ser que escolheu, um dia, chegar ao SER e, assim, depois dessa longa caminhada, aproximar-se da PERFEIÇÃO do SER.

AS MÚLTIPLAS DEFESAS

As defesas na realidade humana são tão antigas quanto recorrentes. 

A vida humana fez das suas defesas territoriais a entrada à estabilidade e à civilidade. Internamente, a vida se expande graças às defesas imunológicas. E, alicerçadas em defesas ambientais e agropecuárias, a vida humana consegue se qualificar e sair da primitividade de seus dias iniciais. 

A Agricultura e Pecuária, cruciais à vida humana e a sua expansão planetária, encontrou na Defesa Agropecuária e Ambiental as ferramentas necessárias para sua evolução.

Viver, produzir e alimentar- se são ações primitivas e primordiais do ser humano. Todavia, essa tríade da sobrevivência, aliada a processos de controle de Sanidade Animal, Vegetal e Ambiental, fizeram, e fazem, do ser humano seres que não apenas sobrevivem primitivamente, mas sim existem e coexistem, em condições excelsas de saúde física, mental, ambiental e, quiçá, espiritual.

SILÊNCIO

O silêncio preenche toda a ansiedade da alma.

O silêncio afasta o mundo e aproxima a angústia ou a calma.

O silêncio introduz raízes mentais que paralisam o pensar, em movimentos contínuos e assustadores.

O silenciar acelera o pensamento a ponto de paralisar palavras.

Silêncios são eloquentes na demonstração da ansiedade, da tristeza e do medo.

A ansiedade reveste-se de silêncio e acarreta dissonância na alma.

O silêncio silencia nossa alma e vida.

VIOLÊNCIA

Somos seres humanos oriundos de animais porém, o que nos diferencia é a auto-consciência, a capacidade de abstração e de dançar, a nossa personalidade de origem Divina e o choro por emoções.

Todavia, somos tão violentos, quiçá mais, que os animais.

A violência nos define, em vários sentidos, e esse traço nos engessa na evolução trina, que compõe a espiritual, social e material.

Somos a única espécie, deste planeta, a manter a ingestão de leite, de outra espécie, na vida adulta e a não incentivar e naturalizar o aleitamento humano materno. E assim, visualizamos duas situações de extrema VIOLÊNCIA, para conosco e para os animais, os quais são exauridos na sua existência para manter nossa doentia existência.

SOLIDÃO

Vazio, ser só, caminhar só, sentir solidão e ser solidária com sua solidão.

Ultimamente, a solidão, de uma vida em família, tem se tornado minha constante companheira.

Paradoxalmente, não estou só, pois a solidão instalou-se em minha vida.

E essa companhia digere minhas forças.

Solidão acompanhada é recrudescida pela presença material de pessoas.

E a personalidade ė amalgamada à solidão do ser para, em estado de graça, alcançar o SER.

A certeza do SER em nosso ser

A caminhada é solitária.

Assustadora, por vezes!

Todavia, quando temos a certeza de que Deus, o PAI UNIVERSAL, está em nós

E somos cônscios de que nós estamos Nele

A solidão ESVAI-SE!

A SOLITUDE, prazerosamente, aninha-se em sua essência e vida.

A LIBERDADE ENGRANDECE a alma e o espírito.

E não mais necessitamos de companhias efêmeras.

A UNICIDADE completa a vida do ser no SER.

A AMBIGUIDADE DO LUTO PARENTAL

O luto parental engendra a dualidade no ser.

O SER se aproxima e invade nosso ser com perda e dor.

Sentimentos dilacerantes emergem do nosso âmago e reverberam no espírito e na alma.

Dores atrozes nos consomem.

Choros copiosos nos inundam.

E a desesperança instala-se como uma foice em nossa alma.

Nosso alicerce foi-se!

E não encontramos mais nosso ser.

E morremos!

Morremos para nascer, verdadeiramente.

Nascemos em vida, após perdas necessárias.

Nascemos para um acréscimo libertador.

Nosso ser liberta-se de sentimentos incertos.

Nosso ser consegue, finalmente e fielmente, compreender e apreender a liberdade do SER.

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