OLHAR EXTERNO

Na linha do tempo, fui definida várias vezes.

Eis alguns poucos adjetivos, dentre vários: lambisgoia; cobra; boazinha; rejeitada; apalermada; maligna; mentirosa; egoísta; burguesa; mimada; madame; ipê amarelo; lenta; teimosa; esquisita; maniqueísta.

Visões corretas?

Não é necessário saber.

Sabe-se, sobretudo, que são visões externas do meu interno. Ou internas do meu externo.

E as visões são essenciais ao escrutínio de sua moral, de sua alma e de seu espírito.

As visões só ocorrem quando há luz, e essa luz deve ser suficiente e eficiente para iluminar o externo e o interno pois, só assim, a interpretação não será ambígua e capciosa.

Visões sob luzes fracas podem parecer mais palatáveis e terrivelmente manipuladoras. Contudo, as visões sob várias matizes são assustadoras, a príncipio, mas, nos libertam. Nos desnudam. Nos escancaram. Nos estapeiam. Nos esmagam. Nos dilaceram. Nos invadem. Porém, não nos definem!

Situações extremas, que são visualizadas em adjetivos negativos, como os expostos acima, são ações de defesa contra tentativas de destruição de nossa integridade mental, física, emocional e espiritual. São ações, de toda e qualquer mulher, na luta pela liberdade, altivez, felicidade e paz.

E, infelizmente, essas visões negativas (permitidas) ainda são as únicas armas eficientes na manutenção da vida das mulheres.

Visões direcionadas de nós, nos mantêm na direção que escolhemos, e não nas que escolhem para nós.

Publicado por Ludmilla Santana Soares e Barros

Professora, sanitarista, mãe, pesquisadora e buscadora do Pai. Brasiliense por natureza. Baiana por ascendência e descendência.

5 comentários em “OLHAR EXTERNO

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