SER

Ser é uma tarefa hercúlea e estranha.

Atomicamente, somos átomos que não se tocam.

Geneticamente, somos fitas duplas de DNA.

Fisiologicamente, somos células, músculos, hormônios, sangue e bactérias. Sim, somos mais bactérias que células.

Mentalmente, somos sinapses e neurotransmissores.

Espiritualmente, para a maioria, nada somos; somos seres nulos e fadados à inexistência, após a morte física.

Cosmologicamente, somos uma concentração de poeira cósmica!

Ser pode ser um vazio, mormente para os cheios de desejos.

Então, se nada somos, por que precisamos e queremos COEXISTIR?

Acredito que a coexistência transforma a vivência mais palatável, haja vista que nos embriagamos com o outro e esquecemos de nossos vazios.

Na COEXISTÊNCIA podemos nos resumir em três simples experiências:

  1. Autossatisfação,
  2. Autoperpetuação e
  3. Automanutenção

Será que, então, somos apenas máquinas biológicas reprodutivas?

Como sabemos que SOMOS?

Ou apenas pensamos que SOMOS?

SOMOS TUDO o que foi exposto e a COEXISTÊNCIA alerta-nos de que podemos ser apenas a propagação biológica da VIDA. Mas, a VIDA do SER é MUITO MAIS que isto!

O SER deve nos levar a COEXISTIR com as várias essências externas, internas e cósmicas. E, só assim, SEREMOS MAIS QUE NÓS MESMOS.

Publicado por Ludmilla Santana Soares e Barros

Professora, sanitarista, mãe, pesquisadora e buscadora do Pai. Brasiliense por natureza. Baiana por ascendência e descendência.

4 comentários em “SER

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